Análise

Perspectivas de consumo na indústria Farmacêutica

Análise

Perspectivas de consumo na indústria Farmacêutica


A desaceleração do IPCA ao longo de 2023 trouxe alívio para o bolso do trabalhador brasileiro. As classes mais baixas são mais beneficiadas, uma vez que a inflação de alimentos (que têm maior representatividade na cesta de consumo desse grupo) recua mais que a média geral. Os indicadores de emprego e renda também mostram avanços positivos, com menos de 8% da população desempregada e todas as categorias de emprego (com e sem carteira, servidores públicos e autônomos) elevando seu rendimento médio em relação ao ano passado. A conjunção de menor inflação com mais emprego e renda proporciona mais renda discricionária para o consumidor. Isso implica num acirramento da disputa por espaço nos pontos de venda, à medida que categoria supérfluas, despriorizadas nos últimos anos, voltam a ganhar relevância 


A nossa visão de mercado

No último ano móvel, o faturamento de Analgésicos e Vitaminas cresceu 8%, atingindo o patamar de R$ 24,5 bilhões. Apesar de positivo, este resultado representa uma desaceleração em relação à performance das mesmas categorias em anos anteriores, impulsionada pela pandemia de COVID-19. Além disso, os medicamentos não acompanham o avanço da cesta de Higiene&Beleza, cujo faturamento cresce acima de 20% tanto nas cadeias quanto nas farmácias independentes. Com o avanço de categorias como Fraldas, Protetor Solar a Pós-Shampoo, os medicamentos se tornam menos importantes dentro de seu principal canal de comercialização.  

O comportamento do consumidor em relação ao preço

As farmácias independentes ainda são mais concentradas em medicamentos que as cadeias. Além disso, compõem a maior parte do faturamento, com 67% de importância para Analgésicos e 56% para Vitaminas. No caso de Vitaminas, as farmácias independentes crescem mais que as cadeias (9,6% contra 6,7%), enquanto em Analgésicos ocorre o contrário: o faturamento das farmácias de rede cresce 9,1% contra 7,8% das independentes.  

Análise detalhada de embalagem

Os formatos de farmácia também divergem em sortimento, uma vez que as lojas de rede comportam mais SKUs que as independentes. Essa diferença se reflete em mais espaço para produtos de alto desembolso (acima de R$ 30 em Analgésicos e R$ 100 em Vitaminas), que têm aproximadamente o dobro de importância nas cadeias em comparação com as farmácias independentes. Tais produtos estão ganhando importância em ambas as categorias e canais, porém com maior intensidade nas farmácias de rede, onde apresentam ganhos entre 6 e 8p.p. contra 2 a 3p.p. no canal independente.  

O aumento do desembolso médio em Analgésicos e Vitaminas está associado a uma maior importância de embalagens grandes, contendo mais de 40 comprimidos ou cápsulas. No caso de Vitaminas, também observamos o desenvolvimento de princípios ativos distintos to core da categoria: enquanto o top 3 em faturamento é composto por multivitamínicos e vitaminas C e D, o ranking de crescimento é encabeçado por complexo B, anti-ateroma e magnésio.  

Análise detalhada de promoção 

Apesar dos sinais positivos para o portfólio mais caro, existem alguns pontos de atenção. Genéricos apresentam leve ganho de importância, de 2p.p. em Analgésicos e 1p.p. em Vitaminas. Redução temporária de preço é um recurso bastante utilizado para melhorar a competitividade dos produtos patenteados. A importância de promoções em Analgésicos se aproxima de 40% na Black Friday, e 25% no restante do ano. Para Vitaminas, a relevância é ainda maior, com 52% do volume sendo vendido sob promoção na Black Friday, e quase 35% no restante do ano. A inteligência por trás da precificação e ações promocionais é fundamental para a saúde do negócio, podendo trazer vendas incrementais sem que o mercado se torne excessivamente dependente de promoções. 

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