Um mercado que cresce… mas de outra forma
2025 foi um ano de aceleração de crescimento em volumes, num contexto de inflação mais estabilizada.
A inflação abrandou, os volumes voltaram a crescer e o mercado respirou, com um consumidor mais positivo. No entanto, o consumo não voltou ao “normal”. Mudou de forma mais estrutural.
O que vemos hoje é um consumidor mais intencional, um retalho em reconfiguração e categorias a reagir a novas prioridades: conveniência, saúde, valor real e influência cultural.
Se 2025 foi sobre “estabilizar”, 2026 vai ser sobre escolher bem onde apostar, especialmente num contexto de instabilidade mundial.
O que 2025 nos mostrou (e como isso prepara 2026)
Identificam-se três grandes eixos a marcar o mercado e a preparar o terreno para 2026:
Descubra como o setor de FMCG está realmente a evoluir, que dinâmicas estão a impulsionar o crescimento hoje e que tendências irão marcar o futuro imediato para marcas e retalhistas.

2025 em resumo: inflação mais estável e crescimento com foco em volume
Os dados do ano mostram estabilização do contexto inflacionário e um mercado mais suportado por volume, com crescimento no FMCG em Portugal.
Ainda assim, o consumo mantém-se intencional e poupar continua a ser uma realidade para muitos lares.

Mudanças no cabaz: mais frequência, menor ticket e cestas mais pequenas
A frequência de compra aumenta e o gasto por ocasião diminui, refletindo um padrão de compra mais repartido e recorrente. As cestas mais pequenas ganham relevância, com a cesta de proximidade como motor de crescimento, reforçando o papel de missões de compra mais focadas.

Retalho em transformação: expansão, menor lealdade e redes sociais
A expansão de insígnias surge como motor, explicando dinâmicas de crescimento por retalhista e região. Em paralelo, a fidelidade continua a ser um desafio. Do lado do comportamento, as tendências nas redes sociais continuam a dinamizar categorias e a acelerar dinâmicas.
Implicações-chave para fabricantes e retalhistas
Este cenário exige decisões mais precisas e focadas no que está a mudar “por baixo” das tendências:
- #1 Garantir o “preço certo”: com a inflação a manter-se estável, mas com comportamentos muito diferentes entre categorias, a prioridade passa por ajustar o pricing com precisão ao nível categorial e não apenas com leituras macro.
- #2 Ganhar com a promoção certa, no momento certo: os dados apontam para uma maior racionalidade na venda promocional e para a necessidade de otimizar a eficiência, escolhendo melhor a mecânica, o timing e o papel de cada tipo de ativação.
- #3 Mais frequência, mais ocasiões para ganhar o consumidor: a frequência de compra aumentou e o gasto por ocasião diminuiu. Isto reforça a importância de capturar mais “missões” e ocasiões, com propostas relevantes e execução consistente.
- #4 Acelerar crescimento nas regiões mais dinâmicas: existem diferenças claras no crescimento por região, com parte relevante a concentrar-se fora dos grandes centros urbanos. Identificar onde o mercado acelera é crítico para priorização comercial e execução.
- #5 Ativar os demográficos que mais contribuem para o volume: os shoppers até 35 anos destacam-se na contribuição para o crescimento em volume, considerando o seu peso. Este é um público-chave para ativação e fidelização.
- #6 Explorar o efeito viral das redes sociais para impulsionar vendas: os fenómenos das redes sociais continuam a dinamizar categorias e a acelerar movimentos de mercado. Monitorização, agilidade e capacidade de resposta tornam-se vantagens competitivas.
- #7 Aproveitar o momentum de crescimento: conveniência e estilo de vida saudável surgem como drivers relevantes de performance de categorias, com sinais claros de procura por soluções mais convenientes nas refeições e valorização de atributos associados a estilos de vida saudáveis.
A fórmula do crescimento em 2026
Em 2026, a vantagem competitiva vai estar em “acertar” na combinação certa de quatro alavancas: Inovação + Comunicação + Execução em Loja + Fidelização.
Ou seja, não basta ter bons produtos; é preciso comunicar com clareza, executar com consistência no ponto de venda e transformar compra em relação.
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