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Do Clique à Comodidade – Presente e Futuro do E-commerce

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Do Clique à Comodidade – Presente e Futuro do E-commerce

Destaque , Tendências da indústria

E-commerce FMCG cresce 25% no Brasil e redefine a jornada de compra

O e-commerce consolidou seu papel na rotina dos consumidores brasileiros e se tornou o canal de maior crescimento no varejo de bens de consumo de giro rápido (FMCG). Com avanço de 25% em valor e faturamento de R$ 26 bilhões, o canal é impulsionado principalmente pela busca por economia, promoções e conveniência. O estudo da NielsenIQ Do Clique à Comodidade: Presente e Futuro do E-commerce revela como a pressão financeira está transformando hábitos de compra e acelerando a integração do online à jornada omnicanal dos brasileiros.

E-commerce consolida-se como o canal de maior expansão em FMCG no Brasil

O comércio eletrônico deixou de ser apenas uma alternativa para compras ocasionais e passou a ocupar um papel estratégico na rotina dos consumidores brasileiros. Em um cenário marcado por restrições orçamentárias e busca constante por eficiência financeira, o canal online vem ganhando relevância não apenas pela conveniência, mas também pela capacidade de ajudar os consumidores a economizar.

Segundo o estudo “Do Clique à Comodidade: Presente e o Futuro do E-commerce”, da NielsenIQ, o e-commerce foi o canal de maior crescimento no varejo de Bens de Consumo de Giro Rápido (FMCG) no Brasil no ano móvel encerrado em junho de 2026.

As vendas online de FMCG alcançaram R$ 26 bilhões, registrando crescimento de 25% em valor em comparação ao período anterior. Como resultado, o canal ampliou sua participação em 0,4 ponto percentual e já representa 2,1% do faturamento total da cesta FMCG.

Embora hipermercados (+9,8%), supermercados pequenos (+9,3%) e farmácias de rede (+8,7%) também tenham apresentado desempenho positivo, nenhum deles cresceu no mesmo ritmo do e-commerce. Por outro lado, canais tradicionais de consumo fora do lar, como bares, registraram retração no período.

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Mais brasileiros estão comprando FMCG pela internet

O crescimento do e-commerce não está sendo impulsionado apenas pelo aumento da frequência de compra dos usuários já existentes. A principal alavanca vem da entrada de novos consumidores no canal.

Em apenas dois anos, a penetração do e-commerce para categorias de consumo massivo passou de 19,6% para 29,6% dos lares brasileiros. Esse movimento foi responsável por 95% do crescimento das compras online no período analisado.

O dado evidencia que o potencial de expansão do canal continua elevado. À medida que mais consumidores incorporam o ambiente digital aos hábitos de compra, o e-commerce se fortalece como um componente permanente da jornada de consumo.

“O e-commerce deixou de ser uma alternativa e passou a fazer parte da rotina de consumo do brasileiro. Mesmo com o orçamento apertado, o consumidor amplia a jornada, circula entre mais canais e usa o online para fazer compras estratégicas, que reduzem o desembolso final.”

Gabriel Fagundes, Líder de Insights para a Indústria da NielsenIQ

Economia é o principal motor do crescimento

O avanço do e-commerce acontece em um contexto econômico desafiador para grande parte das famílias brasileiras.

De acordo com o estudo, 74,6% dos lares não se sentem confortáveis com sua situação financeira atual, enquanto 72% afirmam não possuir reserva financeira. Nesse cenário, a busca por economia se torna um fator decisivo na escolha dos canais de compra.

A pesquisa mostra que os consumidores estão cada vez mais adotando uma jornada omnicanal em busca das melhores oportunidades. Atualmente, em média, 32,1% dos compradores de atacarejos, supermercados e farmácias também realizam compras online, um avanço de 10,1 pontos percentuais em comparação a 2024.

Além disso, para 69% dos compradores digitais, o e-commerce já faz parte da rotina de abastecimento.

Promoções e preços mais atrativos fazem a diferença

Quando questionados sobre os principais motivos para comprar online, os consumidores apontam fatores diretamente ligados à economia.

Os três principais drivers são:

  • Aproveitar promoções (77,4%)
  • Fazer reposições rápidas (48,2%)
  • Encontrar itens difíceis de localizar em lojas físicas (42,1%)

Ao analisar todas as motivações de compra, a NielsenIQ identificou que 68% das razões para escolher o e-commerce estão relacionadas à redução do custo final da compra, distribuídas entre:

  • Promoções (26%)
  • Frete grátis (23%)
  • Preços menores (19%)

A percepção de valor também chama atenção: 84% dos consumidores afirmam encontrar preços mais vantajosos no ambiente online do que no varejo físico.

Esses resultados reforçam que a competitividade no e-commerce vai além da disponibilidade de produtos. Estratégias promocionais, condições de entrega e políticas de frete desempenham papel cada vez mais relevante na tomada de decisão.

O e-commerce como parte da estratégia de crescimento

À medida que o consumidor brasileiro se torna mais racional e conectado, o e-commerce deixa de ser um canal complementar para assumir uma posição estratégica no crescimento das marcas de FMCG.

A expansão da base de compradores, a elevada percepção de economia e a consolidação dos hábitos digitais indicam que o canal continuará ganhando relevância nos próximos anos.

Para fabricantes e varejistas, entender como o consumidor navega entre canais, compara preços e toma decisões será fundamental para capturar oportunidades e fortalecer sua presença em uma jornada cada vez mais omnicanal.

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O futuro do e-commerce já começou

3 tendências para acompanhar agora

Social Commerce

dos consumidores já compraram por influência de redes sociais ou plataformas digitais.

IA nas decisões de compra

dos usuários de IA já compraram após uma recomendação da tecnologia.

Compras mais automatizadas

dos consumidores pretendem utilizar assistentes de IA para apoiar compras nos próximos 12 meses.

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